Um vídeo gravado por pacientes no corredor do Hospital Regional de Salinópolis (PA), ontem, revela conduta inacreditável de uma médica, que causou clima de grande tensão e revolta. A médica sai do consultório e ao ver uma mulher que aguardava atendimento parte para cima dela, expulsando-a com empurrão e aos gritos.
A paciente chora, visivelmente abalada. “A médica me agrediu aqui, gente! A médica quis me bater. Eu vou chamar a polícia agora! Vocês vão ter que tirar essa médica daqui”, diz a paciente no vídeo, feito por pessoas que também esperavam atendimento.
Testemunhas ficaram chocadas pela violência contra alguém em momento de dor e vulnerabilidade, que deveria receber acolhimento e cuidado. O caso se propagou pelos aplicativos de mensagens e redes sociais, gerando indignação.
A vítima registrou um Boletim de Ocorrência na delegacia de Polícia Civil de Salinópolis e a população cobra providências da direção do Hospital Regional e da Secretaria de Estado de Saúde Pública.
O Hospital de Salinópolis só tem o nome de Regional. Não dispõe de equipamentos para exames, insumos para cirurgias e nem de especialidades médicas, apesar de a cidade receber centenas de milhares de turistas. Se alguém sofrer um infarto, AVC ou acidente grave, a única alternativa é a transferência de ambulância para Belém (ou de aeronave para quem tem disponibilidade).
Ademais, todos os hospitais regionais foram loteados pelo governo do Pará a políticos, funcionam mal e os pacientes é que sofrem por isso. Relatam que em Salinas não conseguem fazer exames, procedimentos ou até soros antiofídicos e vacinas e quando vão em busca de socorro ao hospital de São João de Pirabas, município vizinho, não são aceitos porque a prefeita de lá é esposa do ex-prefeito Paulo Henrique Gomes, primo e desafeto do prefeito de Salinópolis, Kaká Sena.