FIM DA GREVE NEGOCIAÇÃO - A decisão ocorreu após aprovação de proposta da empresa de quitar os débitos trabalhistas. Categoria pedia pagamentos de salários atrasados.
MATERIAL COPILADO DA REDAÇÃO DO JORNAL LIBERAL, JORNALISTA, FABYO CRUZ, FOTO ARQ. LIBERAL.
Por jimmynight
Publicado em 01/06/2026 06:47
Geral

trabalhadores da empresa Auto Viação Monte Cristo retomaram as atividades, após 10 dias de paralisação motivada por atrasos salariais e outras pendências trabalhistas. O retorno ocorreu sábado (30), após a aprovação, em assembleia realizada na sexta-feira (29), de uma proposta apresentada pela empresa e mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT-8). Durante o movimento grevista, a categoria reivindicou o pagamento de dois meses de salários atrasados, dois tickets alimentação em aberto, férias não quitadas para parte dos funcionários e outros direitos trabalhistas. A proposta foi debatida e aprovada pela maioria dos trabalhadores durante assembleia conduzida pelo Sindicato dos Rodoviários de Belém. Segundo o sindicato, apesar do encerramento da greve, a categoria continuará acompanhando o cumprimento dos compromissos assumidos pela empresa. Os trabalhadores também deliberaram que uma nova paralisação poderá ser deflagrada caso o acordo não seja cumprido ou surjam novos prejuízos aos seus direitos. ACORDO Em nota divulgada na sexta-feira (29), a Auto Viação Monte Cristo informou que permanece em pleno funcionamento e reafirmou o compromisso de cumprir o acordo firmado com os trabalhadores. A empresa destacou que o entendimento foi homologado judicialmente após mediação do TRT8 e prevê a regularização dos salários e do ticket alimentação em atraso. A empresa afirmou ainda que a quitação dos débitos trabalhistas é sua prioridade no momento e que todos os recursos captados estão sendo direcionados para esse fim. A Monte Cristo também ressaltou que enfrenta dificuldades financeiras decorrentes de uma recuperação judicial iniciada em 2023. CRISE A paralisação teve início em meio a um cenário de dificuldades financeiras enfrentadas pela operadora. Em nota divulgada na semana passada, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setransbel) atribuiu a crise ao desequilíbrio econômico do sistema de transporte coletivo, citando fatores como a defasagem tarifária, o aumento dos custos operacionais e a redução do número de passageiros pagantes. A entidade também havia informado que a insuficiência da tarifa pública em relação à chamada tarifa técnica necessária para a manutenção do serviço tem provocado prejuízos acumulados às empresas do setor. Segundo o Setransbel, esses fatores comprometem a sustentabilidade financeira das operadoras e dificultam a regularização de obrigações trabalhistas e operacionais.

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