Fequentadores, pedestres e usuários do transporte público denunciam a precariedade da calçada no entorno do Bosque Rodrigues Alves, um dos principais espaços históricos de lazer, turismo e prática de atividades físicas de Belém. No trecho da avenida Almirante Barroso, próximo à travessa Lomas Valentinas, as tradicionais pedras portuguesas da área externa estão quebradas, soltas e desniveladas, dificultando a circulação de pessoas e comprometendo a mobilidade de quem passa diariamente pelo local, além de oferecer risco diário de acidentes. O mesmo problema também é verificado na travessa Lomas Valentinas, entre as avenidas Almirante Barroso e Romulo Maiorana. A situação é considerada ainda mais crítica na área próxima à parada de ônibus localizada em frente ao Bosque, na Almirante Barroso. Nesse trecho, é grande a circulação de passageiros ao longo do dia. O calçadão registra intenso movimento diário e também é bastante utilizado para caminhadas e outras atividades físicas, especialmente por idosos. DIFICULDADES Segundo os frequentadores, os pedestres tropeçam constantemente nas pedras soltas. Muitas pessoas descem dos ônibus e já pisam diretamente nas áreas danificadas, aumentando o risco de acidentes, principalmente entre idosos, pessoas com dificuldade de locomoção e quem utiliza sandálias. O aposentado Luiz Carlos Mendes, de 66 anos, afirma que a situação da calçada representa um perigo constante para quem precisa passar pelo local. “É ruim demais. Agora mesmo eu tropecei e quase caí”, conta. “Para a pessoa idosa, é muito perigoso. Seria bom se tivesse uma reforma aqui, porque é um perigo para o ser humano, principalmente para as pessoas mais idosas”, afirma. Ele relata que, ao caminhar pela área, precisa redobrar a atenção para evitar acidentes. “Eu sempre olho onde eu piso, principalmente para não pisar nos buracos. E, mesmo assim, eu tropecei ali e quase fui de cara no chão”, diz. MOVIMENTAÇÃO Luiz Carlos também destaca o intenso movimento de pessoas no entorno do Bosque, principalmente nas primeiras horas da manhã, quando muitos idosos utilizam o espaço para caminhar. “Aqui é uma área muito frequentada. Tem muita gente caminhando de manhã. As autoridades precisam olhar por isso aqui, porque isso aqui é um bem para todos”, afirma. O aposentado conta ainda que estava indo para uma consulta médica no bairro da Pedreira quando quase sofreu um acidente no local. Por pouco, a consulta seria para tratar dessa possível queda, que poderia resultar em uma lesão grave. “Está muito feio isso aqui. É a terceira vez que eu tropeço”, conta. PERIGOS A empregada doméstica Ana Cristina Nascimento, de 34 anos, também reclama das condições da calçada e afirma que chegou a tropeçar novamente enquanto passava pelo trecho. “Horrível. Agora mesmo eu acabei de tropeçar aqui. Isso é um perigo, principalmente para os idosos. Precisa fazer alguma coisa”, diz. Ela conta que passa frequentemente pelo local e, mesmo já conhecendo os problemas da área, ainda enfrenta dificuldades para caminhar. “A gente vem sempre beirando para justamente não tropeçar nos buracos, porque pode machucar o pé”, relata. Ana Cristina defendeu uma ação urgente do poder público para solucionar o problema. “A prefeitura precisa dar uma olhada nisso urgentemente, até mesmo pelos idosos. E aqui também é uma área turística. São pessoas que vêm visitar aqui”, afirmA técnica em nutrição Guilhermina Martins de Araújo, de 59 anos, conta que utiliza diariamente o calçadão para caminhar e afirma que a situação da calçada compromete até mesmo a prática de exercícios físicos. “Está horrível. Eu venho todas as manhãs e já vi gente cair aqui. Não são nem buracos, são rombos”, critica. Segundo ela, o problema afeta principalmente pessoas mais velhas que utilizam o espaço público como alternativa gratuita para a prática de atividades físicas. “Muitos que caminham aqui não têm condições de frequentar academia. Então, a gente vem para fazer o cardio e acaba correndo risco. A maioria das pessoas que fazem esse percurso são pessoas da minha idade ou até mais velhas”, ressalta. Guilhermina conta que precisa dividir a atenção entre a caminhada e os obstáculos espalhados pela calçada. “Meu foco muda completamente. Eu venho para caminhar sem risco de vida e acabo prestando mais atenção nos buracos para conseguir desviar”, frisa. REFORMA Ela também critica a forma como os reparos vêm sendo realizados na área. “Eles fazem uma dita ‘guaribada’ e depois começa tudo de novo. Eu acredito que deveria ser feito um trabalho melhor, uma reforma justa e adequada para o lugar, principalmente porque a chuva também influencia no desgaste das pedras portuguesas”, afirma. A técnica em nutrição destaca que os problemas são ainda mais graves em alguns trechos da travessa Lomas Valentinas. “Aqui ainda é pouco, mas tem áreas na lateral da ‘Lomas’ que estão bem piores. Na frente do Bosque é rombo mesmo, principalmente próximo às paradas de ônibus”, afirma. Em nota, a Secretaria de Zeladoria e Conservação urbana afirmou que a área será inserida no cronograma de serviços de julho e que equipes vão ao local realizar vistorias e outros serviços de recuperaç