Em meio ao aumento da demanda, a Fazenda da Esperança, localizada em Mosqueiro, distrito de Belém, lançou uma campanha para arrecadar doações de proteínas e seguir mantendo a alimentação e acolhendo pessoas em recuperação. Frango, carne e linguiça estão entre os itens mais urgentes para manter a rotina de quem busca recomeçar dentro da comunidade terapêutica. O responsável técnico e operacional da Fazenda da Esperança Nossa Senhora de Nazaré, Luciano de Figueiredo, explica que a doação de proteínas é essencial para manter a alimentação dos acolhidos. Segundo ele, a unidade atende mais de 100 pessoas, que realizam quatro refeições por dia, e a proteína é o item que mais pesa no orçamento. Luciano ainda acrescenta que, normalmente, as doações recebidas são de frango, salsicha, carne e peixe. “As doações são muito importantes, porque, como somos uma obra social sem fins lucrativos, contamos sempre com a colaboração e a boa vontade dos voluntários. Essas contribuições nos ajudam a desenvolver a obra, pois, com elas, conseguimos colocar outros projetos em andamento, como iniciativas de educação e esporte dentro da fazenda”, diz. O responsável pela comunidade ainda pontua que as doações de alimentos também permitem reorganizar a rotina da instituição e aliviar a carga sobre os voluntários. E explica que, quando há esse apoio, os “padrinhos”, que são os voluntários responsáveis pelas vendas externas, podem permanecer mais tempo na obra e se dedicar diretamente aos acolhidos e aos projetos internos. “Com as doações, principalmente de proteína, a gente consegue manter de pé iniciativas como o nosso projeto de informática, a nova sala de informática e o projeto de esporte com o jiu-jítsu”, afirmou. Ele reforça que a continuidade dessas ações depende desse apoio: “Então, é um apelo que a Fazenda faz”. DOAÇÕES Para contribuir, os interessados podem entregar as doações diretamente no escritório da Fazenda da Esperança na Arquidiocese de Belém, localizado na Avenida Governador José Malcher, nº 915. E ainda, entrar em contato pelo número (91) 98401-9632 para combinar a entrega. Também é possível ajudar via chave Pix 48.555.775/0097-00. ARRECADAÇÃO DE PROTEÍNA P or dia, pelo menos dois casos de exercício ilegal da medicina passam a tramitar na Justiça ou nas polícias civis dos estados, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM). Para combater o problema, o CFM lançou ontem (28) a plataforma Medicina Segura, um canal para que médicos denunciem casos de pacientes prejudicados por atendimentos realizados por não médicos, mas que por lei são exclusivos da medicina. A iniciativa busca coibir práticas que colocam o paciente em risco e desrespeitam a legislação. Segundo o conselho, a plataforma busca combater o exercício ilegal da profissão e ampliar a responsabilização dos envolvidos. Em 12 anos (de 2012 a 2023), o país registrou 9.566 casos de crimes classificados como exercício ilegal da medicina, destaca o CFM. Os dados foram obtidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e por boletins de ocorrência. A plataforma vai notificar os Conselhos Regionais de Medicina para acionar a Polícia Civil, o Ministério Público, a Vigilância Sanitária e o Procon com a finalidade de serem tomadas medidas visando a responsabilização dos autores dos danos. O presidente do CFM, José Hiran Gallo, destaca que a iniciativa resolve três frentes: promove educação; cria parceiras com órgãos públicos para fazer um cerco ao exercício ilegal da medicina; e abre um canal de denúncia para o médico relatar problemas de pacientes que chegam ao seu consultório. DIMENSÃO Ele acrescenta que a plataforma vai permitir tornar mais visível o tamanho real do problema, porque nem todos os casos chegam ao poder judiciário e à polícia. A segunda vice-presidente e coordenadora do Projeto Medicina Segura, Rosylene Rocha, reforça que o CFM quer coletar números fidedignos através dos atendimentos de médicos. “O número de pacientes que passaram por procedimentos sem profissionais adequados é elevadíssimo. Os médicos vão preencher um formulário e vamos ter todos os dados. Nós tivemos casos no CFM de vítimas fazendo os próprios relatos”, diz Rocha. DANOS Ela destaca que toda semana o CFM se depara com um caso de morte de paciente que ou de sequela grave. “Esse alerta é importante para que a população entenda que aquele profissional não está capacitado para realizar aquele tipo de procedimento. Muitos pacientes chegam às clínicas achando que aquele profissional é médico, está vestido com jaleco, tem à frente de seu nome a nomenclatura ‘doutor’. E às vezes a própria população é enganada, achando que se trata de um médico e não é”, alerta. Somente o médico poderá ter acesso à plataforma e fazer as denúncias e o paciente poderá acompanhar toda a tramitação para que todas as medidas cabíveis sejam tomadas. CRF lança plataforma para denunciar atendimentos de falsos médicos “MEDICINA SEGURA” PREVENÇÃO - A ferramenta tem como objetivo coibir práticas que colocam pacientes em risco REPRODUÇÃO ARITANA AGUIAR / DIOCESE SANTAREM O falso médico Marcos Felipe de Barros foi flagrado aplicando injeções na rua. O lançamento da plantaforma pelo CFM veio após a divulgação do caso. Suspeitos teriam realizado 2 mil atendimentos A medida vai entrar em vigor após a prisão de Marcos Felipe de Barros nesta semana. Ele e um segundo suspeito teriam realizado, ao longo de dois anos, cerca de 2 mil atendimentos em um hospital particular na Zona Leste de São Paulo As investigações ainda indicam que nove pacientes morreram em decorrência de supostos erros e falhas nos atendimentos prestados. O momento em que o falso médico estaria em um de seus “atendimentos” foi flagrado pela polícia. Nas imagens, Marcos aparece aplicando uma injeção em uma mulher no meio da rua. As apurações também identificaram indícios de omissão e negligência por parte da unidade hospitalar. Por determinação judicial, a gestora operacional e o diretor clínico do hospital serão afastados de respectivas funções enquanto as investigações prosseguem. (Com informações do g1) De acordo com Zequi, o grande atrativo das terapias focais está na possibilidade de reduzir complicações associadas aos tratamentos tradicionais. “Mesmo com os avanços da cirurgia robótica e da radioterapia moderna, ainda existe risco de alterações urinárias e sexuais após o tratamento do câncer de próstata”, afirma. A retirada da próstata pode provocar incontinência urinária, dificuldade de ereção e ausência de ejaculação. Já a radioterapia também pode afetar a função sexual e, em alguns casos, é combinada com bloqueio hormonal, que reduz a libido. Ainda segundo o especialista, as terapias focais apresentam taxas significativamente menores de efeitos adversos urinários e sexuais, em torno de 5%, enquanto os tratamentos radicais podem alcançar índices muito mais elevados. Além disso, o procedimento costuma ser menos invasivo. Zequi explica que é geralmente realizado com anestesia leve, dura pouco tempo e permite alta no mesmo dia. (Com informações do g1)