junho marca o início de um período tradicionalmente associado à redução das chuvas e ao aumento gradual das temperaturas em Belém e em boa parte da Região Metropolitana. Conhecido popularmente como o início do verão amazônico, o período costuma trazer mudanças perceptíveis na rotina da população, com mais dias de sol forte, calor intenso e maior exposição aos raios ultravioleta. Ao mesmo tempo, a mudança climática também exige atenção à saúde, especialmente em relação à hidratação, proteção da pele e doenças respiratórias comuns em períodos de transição. Médica dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Camilla Corrêa Neri cita os principais riscos do aumento da exposição solar nesta época do ano. “Queimaduras solares, surgimento de novas manchas e piora de manchas pré-existentes, como o melasma facial e corporal, danos solares cumulativos à pele, que podem favorecer o envelhecimento precoce e aumentar o risco de desenvolvimento de câncer de pele”, diz. Segundo ela, o protetor solar deve ser aplicado cerca de 30 minutos antes da exposição ao sol, em todas as áreas expostas. A reaplicação deve ser feita a cada duas horas, ou em intervalos menores quando a pessoa estiver na praia, na piscina ou realizando atividades que provoquem transpiração excessiva. “O produto deve ser espalhado de forma generosa. A quantidade necessária varia de acordo com a constituição física de cada indivíduo, mas o FDA (Food and Drug Administration) recomenda a aplicação mínima de 2 mg de produto por centímetro quadrado de pele”, afirma. “Na prática, isso corresponde aproximadamente a rosto e pescoço: 1 colher de chá; tronco: 1 colher de sopa para a parte anterior e 1 colher de sopa para a parte posterior; braços: 1 colher de sopa para ambos; pernas: 1 colher de sopa para ambas”, detalha. PROTEÇÃO Além do uso adequado do protetor solar, acrescenta Camilla Corrêa Neri, recomenda-se a utilização de roupas com proteção UV, chapéus de aba larga, óculos de sol e, sempre que possível, a busca por áreas de sombra nos horários de maior intensidade da radiação solar. “Também é importante manter uma ingestão adequada de líquidos para repor as perdas hídricas e prevenir a desidratação”, reforça. A especialista também afirma que crianças e idosos costumam apresentar maior sensibilidade aos efeitos da radiação solar, sendo mais suscetíveis a queimaduras, desidratação e danos cumulativos à pele. “Por isso, os cuidados com proteção solar devem ser ainda mais rigorosos nesses grupos”, diz. A médica cita ainda os sinais na pele que merecem atenção médica. “Lesões que apresentam crescimento progressivo, alteração de cor, formato ou tamanho, feridas que não cicatrizam, manchas que coçam, sangram ou descamam, além do surgimento de pintas novas ou mudanças em pintas já existentes, devem ser avaliadas por um dermatologista. Esses sinais podem estar associados ao câncer de pele ou a outras doenças dermatológicas que necessitam de diagnóstico e tratamento precoces”, afirma..... CAMILA NERI Médica dermatologista....DILSON PIMENTEL Da Redação