Ruas precárias atrapalham a rotina dos moradores de Mosqueiro.
Por jimmynight
Publicado em 02/06/2026 10:38
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A lém dos problemas enfrentados nas áreas da saúde e da erosão costeira, moradores da ilha de Mosqueiro, distrito administrativo de Belém e um dos destinos turísticos mais procurados do Pará, denunciam também a precariedade das vias públicas. Entre os pontos mais críticos estão a rua José Augusto Barros e a rua Luís de Camões, ambas localizadas no bairro São Francisco, onde buracos, lama e alagamentos dificultam a mobilidade da população e comprometem o acesso às praias da região. Segundo os moradores, a rua José Augusto Barros está completamente abandonada pelo poder público. A via, que serve de acesso à praia, apresenta grandes crateras, acúmulo de água e lama, tornando o tráfego inseguro, principalmente por se tratar de uma ladeira. Os moradores afirmam que enfrentam diariamente riscos de acidentes, prejuízos financeiros e dificuldades de locomoção. O autônomo Clayton Silva, de 44 anos, integrante do Movimento Tudo por Mosqueiro, apresentou protocolos junto à prefeitura de Belém solicitando o asfaltamento da rua José Augusto Barros e da rua Luís de Camões. Segundo ele, os pedidos mais recentes tramitam desde outubro de 2025. “A rua José Augusto Barros vem passando, ao longo de 130 anos, que é a idade de Mosqueiro, por uma situação muito difícil, porque é um acesso de praia. E, com essa rua quase intransitável, como é que a gente vai conseguir fomentar emprego, renda e turismo, que é uma praia turística?”, questiona. O também autônomo Francisco Coelho de Nascimento, de 65 anos, afirma que os problemas na rua são antigos e afetam até mesmo serviços essenciais. “Aqui não desce mais carros de polícia e de ambulância. Já houve quase óbito de pessoas idosas lá para dentro porque a ambulância não consegue descer. Uber não quer entrar, só vem até aqui”, conta. Ele acrescenta que moradores fizeram uma coleta para colocar concreto em parte da via, mas a força da água tem destruído o serviço improvisado. “O poder público poderia dar uma força pra gente, mas parece que nós não existimos pra eles. Só lembram da gente na hora do voto”, critica. IMPACTOS A dona de casa Jaqueline Amaral de Lima, de 36 anos, também cita os impactos causados pela situação da rua. Segundo ela, em dias de chuva, muitas vezes não consegue levar a filha à escola. “Qualquer chuvinha que dá, a rua vai toda no fundo. A gente enfrenta dificuldades no dia a dia e muitas vezes deixa de levar os filhos para a escola por causa da situação da rua”, afirma. Ela destaca ainda que ambulâncias, motoristas de aplicativo e outros veículos evitam entrar na área devido às crateras abertas na via. “Muitas casas estão sendo vendidas por conta das crateras que vêm abrindo na rua. Queremos uma atenção do poder público, porque há muitos anos sofremos com esse descaso aqui na ilha”, pede. A filha dela, Francyne, de 11 anos, conta que também é afetada pelos problemas. “Eu perco aula por causa dessa rua aqui. Eu quero uma atenção do poder público”, diz a aluna, que estuda em uma escola da prefeitura de Belém. A reportagem de O Liberal entrou em contato com a prefeitura de Belém, mas não recebeu retorno até o fechamento desta edição. O espaço segue aberto. Problemas afetam a disponibilidade de serviços essenciais à população da ilha Ruas precárias atrapalham a rotina dos moradores MOSQUEIRO TRANSTORNOS - Vias que dão acesso à praias estão tomadas por buracos, acúmulo de água e lama. População exige obras da prefeitura de Belém. Diversos protocolos à prefeitura solicitando asfalto foram eNviados pela população, mas nenhum com retorno, afirmam Francisco Nascimento denuncia que os problemas de infraestrutura na ilha prejudicam o acesso da população aos serviços essenciais Na rua José Augusto Barros, a população é obrigada a viver com alagamentos frequentes IVAN DUARTE / O LIBERAL TRÂNSITO Clayton conta ainda que caminhões de abastecimento de empresas que transportam cervejas e refrigerantes enfrentam dificuldades para transitar pela via. Segundo ele, a falta de pavimentação e saneamento básico já provocou o fechamento de pelo menos dez restaurantes na área. “Por omissão do governo, que não fez pavimentação asfáltica e nem saneamento básico, fecharam dez restaurantes lá, porque não tem como se sustentar com uma rua dessa quase intransitável”, afirma. O morador diz também que existem diversos protocolos registrados junto ao gabinete do prefeito Igor Normando, além de solicitações apresentadas por vereadores. Recentemente, um novo pedido foi protocolado por meio do programa Viva Bairro. “Perguntei para a prefeitura de Belém se precisava fazer um protocolo atual. Disseram que sim. Fizemos o protocolo e agora aguardamos que a prefeitura venha com seus engenheiros”, explica. ALAGAMENTOS Clayton mostra ainda uma trena para demonstrar o tamanho dos buracos existentes na ladeira, com a qual mediu a profundidade da cratera. “Tem buraco de 50 centímetros. Quando chove, isso aqui vira um rio, uma cachoeira. A água desce da pista, carregando pedras, e vai desaguar lá embaixo, contaminando a praia”, afirma. “A gente vem desde 2022 com vários protocolos. Foi passado e-mail, temos todo um acervo, mas até hoje não vemos nenhuma ação do poder público”, diz Clayton Silva.

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