Candidatos intensificam revisões na reta final do Enem
ESTRATÉGIAS - A menos de 100 dias do exame, estudantes trocam a teoria pela prática e ajustam a rotina para conquistar uma vaga no ensino superior
Por jimmynight
Publicado em 09/08/2026 19:29
Geral

M ais do que aumentar a quantidade de horas de estudo, a reta final para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026 exige organização e estratégia dos alunos. Faltando menos de 100 dias para a prova, estudantes de Belém ajustam a rotina para revisar conteúdos, resolver questões, participar de simulados, identificar dificuldades e se preparar para os dois dias de exame, marcados para 8 e 15 de novembro. No primeiro domingo de prova, os candidatos terão questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias, além da Redação. Já no segundo dia, serão aplicadas as provas de Ciências da Natureza e Matemática. ROTINA Aos 17 anos, Gustavo Wilson de Sousa cursa o 3º ano do Ensino Médio e já tem definido o objetivo para o próximo ano: conquistar uma vaga no curso de Medicina em uma universidade pública. Para isso, ele decidiu intensificar a preparação e passou a acompanhar as aulas e revisões de uma turma de cursinho pré-vestibular do Physics, na Alcindo Cacela, instituição onde estuda desde o 7º ano. Segundo ele, a fase atual exige priorizar a prática e corrigir os pontos de dificuldade. “Agora temos que acelerar um pouco mais os estudos. A teoria, eu procurei estudar mais no primeiro semestre. Agora, no segundo, estou focando mais em exercícios e na redação”, comenta. A rotina de estudos de Gustavo inclui horas de dedicação após as aulas. O estudante conta que, ao chegar em casa, mantém um planejamento diário para revisar conteúdos e resolver exercícios. “Se eu chegar em casa às 19h, vou até umas 20h30, 23h, estudando. Depois tomo banho e vou dormir para descansar para o outro dia começar”, relata. Entre as disciplinas que recebem maior atenção do estudante estão Matemática e Redação. Para Gustavo, essas áreas têm papel importante na preparação por influenciarem diretamente o desempenho dos candidatos. “Com certeza são as duas principais matérias para a prova, porque são elas que puxam muito a nota para cima. Então, o foco maior é nessas duas”, explica sobre sua estratégia. Focado, Gustavo afirma que está levando para o exame uma bagagem de conhecimento que começou a construir muito antes do ano do vestibular. “Eu consegui essa base no fundamental, no Ensino Médio fui aperfeiçoando e, no ‘Terceirão’, é mais ajustar os detalhes”, diz. Além do conteúdo, ele também aposta nos simulados para desenvolver agilidade e administrar o tempo de prova. “A prática te ensina a questão do tempo e da agilidade. Quando tu chega lá, aquela pressão do vestibular não te prejudica. Como tu vai praticando mais, tu vai entendendo mais a prova e isso facilita na hora”, afirma.Organização é peça-chave da estratégia Revisão estratégica aumenta as chances A busca por uma vaga em Medicina também faz parte da rotina de Maria Cecília Aguila Praxedes, de 20 anos. Após concluir o Ensino Médio em 2023, ela voltou a se preparar para o Enem e tem utilizado o estudo ativo como uma das principais estratégias. Maria organizou o ano em etapas: no primeiro semestre, o foco foi revisar conteúdos, principalmente das áreas de Matemática e Ciências da Natureza. Agora, a preparação entra em uma fase voltada para exercícios e retomada dos pontos de dificuldade. Para ela, este é o momento de resolver questões e identificar dificuldades. “O estudo ativo tem sido mais eficiente do que apenas assistir às aulas. Tenho focado em fazer questões e revisar macetes e conteúdos que acabam sendo esquecidos”, afirma. A rotina é organizada para evitar excesso de conteúdos no mesmo período. Maria estuda até três disciplinas por dia, com prioridade para Matemática e Ciências da Natureza. “Dedico mais tempo a essas áreas e também separo um período para redação, Humanas e Linguagens”, relata. Para Fabrício Alves, professor de Física e diretor do cursinho, este é o momento de identificar lacunas e reforçar os conteúdos mais cobrados, como eletricidade, circuitos, mecânica, leis de Newton, energia e ondulatória. Segundo ele, uma das principais estratégias é resolver provas anteriores e revisar os erros. “Se o aluno erra uma questão, precisa fazer uma revisão direcionada daquele conteúdo”, explica. Ele destaca que muitos estudantes fazem simulados, mas não utilizam o resultado para entender as dificuldades. “Não adianta só saber quantas questões acertou. O principal é olhar o que errou, quais temas apareceram nesses erros e montar um caderno de erros para trabalhar em cima disso”, orienta. Para Fabrício, os simulados também ajudam os estudantes. “O Enem não é uma prova para fazer questão por questão em sequência. O aluno precisa aprender a resolver primeiro as questões mais fáceis, garantir esses pontos e depois partir para as mais trabalhosas”, disse, O professor de Filosofia Áquiles Amaral afirma que esta fase deve ser dedicada à resolução de questões e à revisão das maiores dificuldades. “Resolver questões é essencial, porque mostra onde o aluno ainda precisa melhorar”, diz. Segundo ele, o Enem é uma prova baseada em habilidades, e não apenas na cobrança de conteúdos específicos. “O aluno precisa entender como essas habilidades funcionam, porque elas norteiam aquilo que pode ser cobrado na prova”, explica. Além da organização dos estudos, especialistas destacam a importância do equilíbrio emocional nesta fase. A psicóloga clínica Ana Violeta Pinheiro, especialista em adolescentes e jovens e formada em Psicologia Escolar pelo Instituto Meira Barbosa (IEMB), explica que a preocupação com a prova é esperada diante da importância do exame, mas é necessário observar quando essa preocupação passa a prejudicar a rotina. Sinais como isolamento, mudanças de humor, perda de interesse por atividades antes prazerosas e dificuldade de manter uma rotina saudável podem indicar que o estudante precisa de atenção, pontua a psicóloga. Para lidar com a pressão, a psicóloga recomenda manter momentos de lazer, convivência com pessoas próximas e uma rotina de estudos organizada. “É importante estabelecer um limite de horas por dia, dividir os conteúdos e respeitar a complexidade de cada assunto”, orienta. Ana Violeta também destaca o papel da família neste período, principalmente para evitar cobranças excessivas. “A família tem papel crucial porque muitas vezes é quem percebe os sinais de que a cobrança pelos estudos está se tornando prejudicial. O estudante precisa sentir apoio e acolhimento nesse momento”, Segundo ele, a fase atual exige priorizar a prática e corrigir os pontos de dificuldade. “Agora temos que acelerar um pouco mais os estudos. A teoria, eu procurei estudar mais no primeiro semestre. Agora, no segundo, estou focando mais em exercícios e na redação”, comenta. A rotina de estudos de Gustavo inclui horas de dedicação após as aulas. O estudante conta que, ao chegar em casa, mantém um planejamento diário para revisar conteúdos e resolver exercícios. “Se eu chegar em casa às 19h, vou até umas 20h30, 23h, estudando. Depois tomo banho e vou dormir para descansar para o outro dia começar”, relata. Entre as disciplinas que recebem maior atenção do estudante estão Matemática e Redação. Para Gustavo, essas áreas têm papel importante na preparação por influenciarem diretamente o desempenho dos candidatos. “Com certeza são as duas principais matérias para a prova, porque são elas que puxam muito a nota para cima. Então, o foco maior é nessas duas”, explica sobre sua estratégia. Focado, Gustavo afirma que está levando para o exame uma bagagem de conhecimento que começou a construir muito antes do ano do vestibular. “Eu consegui essa base no fundamental, no Ensino Médio fui aperfeiçoando e, no ‘Terceirão’, é mais ajustar os detalhes”, diz. Além do conteúdo, ele também aposta nos simulados para desenvolver agilidade e administrar o tempo de prova. “A prática te ensina a questão do tempo e da agilidade. Quando tu chega lá, aquela pressão do vestibular não te prejudica. Como tu vai praticando mais, tu vai entendendo mais a prova e isso facilita na hora”, afirma afirma. 

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